Finalmente descobri a minha forma de estar no seio da Igreja Católica (e em paz com qualquer outra religião). Não sendo uma fervorosa praticante do Catolicismo (no sentido de ir todos os Domingos à missa e comungar) sou uma crente fervorosa. Mas crente em quê? Praticante do quê?
Compreendi recentemente que todas as minhas dúvidas relativamente è existência de Deus surgiam precisamante do catecismo da Igreja Católica e de todos os seus dogmas, paradoxos, contradições. O meu processo de encontrar Deus foi então "matá-Lo", ie não acreditar em nada do que me foi "ensinado", e re-encontrá-Lo na sua essência. E então Ressuscitei!
Sem o saber estava a pôr em prática um princípio filosófico lançado por Platão "A filosofia é um treino de morrer e de estar morto". É um exercício de pensar o impensável: "para pensar é preciso deixar de pensar": só suspendendo os nossos juízos de valor ("contaminados" por opiniões e preconceitos) é possível dar origem a pensamentos sem vícios: criar um pensamento novo, fresco, criativo, sem referências. Este conceito de suspensão (abordagem fenomenológica de Kant) permite analisar o mundo como um objecto pondo de parte os nossos preconceitos (evitando jogarmos com dados viciados).
Toda a minha vida de adulto (nestes 20 anos) foi um caminho para me encontrar com Deus, Ressuscitar e criar o (meu) paraíso na Terra. No meu desespero encontrei pessoas maravilhosas que me foram dando pistas e ajudando a sair do poço em que me encontrava. Os meus filhos foram e são importantíssimos nesta mudança de crescimento espiritual: superar o meu ego / egoismo (ver Resgatar a Boa Nova de Jesus Cristo: o segredo da Vida).
O momento chave deste processo aconteceu há uns 3 anos quando um dos meus mentores me perguntou o que é Deus. Não sabia o que responder. Foi então que a resposta surgiu dentro de mim e, sem dar tempo à minha mente de a censurar, analisando-a, jorrou da minha boca:
"Somos todos nós mais qualquer coisa". Soube então que estava finalmente no caminho certo (no meu caminho) para me re-encontrar com Deus. Esta resposta satisfazia o meu lado "científico", tendo como fundamento teórico a Gestalt pois se enquadrava na máxima "O todo é maior que a soma das partes".
Estou a reler a triologia "Memórias de Águia e Jaguar" (uma colecção juvenil, de forma a seleccionar livros para os meus filhos), de um dos meus escritores preferidos Isabel Allende. Aqui transcrevo uma passagem que me encantou pois transmite tudo o que senti com aquela epifania e explica porque, mesmo nos momentos em que estou sozinha, nunca me sinto só:
"Estavam no centro do bosque espiritual, rodeados por milhares e milhares de almas vegetais e animais. As mentes de Alexander e de Nadia expandiram-se novamente e perceberam as ligações entre os seres, o universo inteiro entrelaçado por correntes de energia, por uma rede admirável, fina como seda, forte como aço. Perceberam que nada existe isolado; cada coisa que acontece, de um pensamento a um furacão, afecta as restantes. Sentiram a terra palpitante e viva, um grande organismo embalando no seu regaço a flora e a fauna, os montes, os rios, o vento e as planícies, a lava os vulcões, as neves eternas das montanhas mais altas. E essa mãe-planeta faz parte de outros organismos maiores, unida aos astros infinitos do imenso firmamento.
Os jovens viram os inevitáveis céus de vida, morte, transformação e renascimento como um desenho maravilhoso no qual tudo acontece simultaneamente, sem passado, presente ou futuro, agora desde sempre e para sempre.
E, por fim, na última etapa daquela fantástica odisseia, compreenderam que as inúmeras almas, assim como tudo o que existe no universo, são partículas de um espírito único, como gotas de água de um mesmo oceano. Uma única essência espiritual anima tudo o que existe. Não há sepração entre os seres, não há fronteira entre a vida e a morte". O bosque dos pigmeus, pg 158, Isabel Allende.
O meu crescimento espiritual passa também pela aplicação de outra teoria científica como justificação dos "mistérios insondáveis de Deus", "Deus escreve direito por linhas tortas": "A Teoria do Caos". Sou fã, em particular de uma das mais conhecidas bases desta teoria, o chamado "efeito borboleta", teorizado pelo matemático Edward Lorenz, em 1963. Segundo a cultura popular, "o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo". O efeito borboleta encontra aplicações em qualquer área das ciências: exactas, médicas, biológicas, ou humanas, na arte ou religião, entre outras aplicações, seja em áreas convencionais e não convencionais.
Termino com um poema lindo do cantor, compositor, autor de musicais, director de teatro Oswald Montenegro "Metade".
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1 comentário:
Olá, fiquei surpreso pelo que li e compreendi ter sido um processo positivo de purga, de (re)encontro e agora de expansão.
Também senti regozijo pela dimensão e disponibilidade cultural, ampliada numa base cientifica, que de alguma forma calculava que tivesse.
Não sei se conhece, mas se não pode ser uma oportunidade interessante para fazer um glue na sua viagem.
Sugeria os seguintes sitios:
(perspectiva doutrinária)
http://www.tvcei.com/portal2/index.php
(perspectiva mais orientada a conteúdos ciência)
http://blog-espiritismo.blogspot.com/
Carlos
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