Todos os muçulmanos rezam para que os pecados lhe sejam perdoados mas os sufistas adicionam à súplica outro pedido: "ser perdoado pela sua existência independente".
Segundo Rabi'a (santa sufi do séc VIII), "a tua existência é um pecado a mais nenhum comparável". Pois ex-istir é estar fora de qualquer coisa, neste caso Deus: a existência implica separação.
Para evitar esta separação (ou "o pecado original" segundo as doutrinas judaico-cristãs) os sufistas desenvolveram assim a doutrina de fana (extinção, da auto-consciência) como objectivo lógico de um crescimento espiritual para uma comunhão plena com Deus.
A auto-consciência, consciência de nós próprios enquanto seres ocupados nos nossos afazeres, devia ser extinta. Defendiam que "se esse fim fosse alcançado em termos absolutos, quando olhassem para dentro das cascas secas dos seus seres esvaziados, não encontrariam nada senão Deus" (A essência das religões", Islamismo, pg 318, Huston Smith, Nov 2007).
A auto-consciência, consciência de nós próprios enquanto seres ocupados nos nossos afazeres, devia ser extinta. Defendiam que "se esse fim fosse alcançado em termos absolutos, quando olhassem para dentro das cascas secas dos seus seres esvaziados, não encontrariam nada senão Deus" (A essência das religões", Islamismo, pg 318, Huston Smith, Nov 2007).
Angelus Silesius (místico cristão do séc. XVII), passa esta ideia ao papel:
Deus, cujo amor e alegria infindáveis
Estão presentes em todo o lado,
Não pode vir visitar-te
A menos que não estejas lá.
Estão presentes em todo o lado,
Não pode vir visitar-te
A menos que não estejas lá.
Angelus Silesius, místico cristão, filósofo, médico, poeta, jurista.
Nasceu em uma família luterana a 1624, em Breslau, na Polônia.
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