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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

"A arte de procurar sem andar à procura", Tao, Buda, Jesus Cristo

Se entendermos bem a natureza das coisas e conseguirmos esquecer tudo o que aprendemos que tenta ir contra ela, conseguimos fazer tudo o que é possível, com o mínimo esforço. Porque acabamos por deixar as coisas seguirem o seu curso natural. Não fazemos nada (claramente por nossa vontade própria) mas nada fica por fazer. Domina-se o mundo deixando as coisas seguirem o seu curso. E não interferindo. O Livro do Caminho e da sua Virtude (Tao Te Ching), Lao Zi, (sec X ac. ou sec VII ac. ou sec. IVac).

Devemos agir de acordo com a nossa vontade apenas dentro dos limites da nossa natureza e sem tentar fazer o que vai para além dela. Devemos usar o que é naturalmente útil e fazer o que espontaneamente podemos fazer sem interferir na nossa natureza. E não tentar fazer aquilo que não podemos fazer ou tentar saber aquilo que não podemos saber. A felicidade é essa "não-acção" perfeita. Desejar ardentemente qualquer coisa que julgamos estar fora do nosso alcance é prejudicial ao nosso estado de espírito.

"As cinco cores cegam a vista do homem.
Os cinco sons ensurdecem o ouvido do homem.
Os cinco sabores prejudicam o palato do homem.
Perseguir e caçar tornam o homem selvagem.
As coisas dificeis de obter prejudicam a conduta do homem". Lao Zi

Só o verdadeiro conhecimento de nós mesmos nos pode levar a reconhecer os nossos motivos, a agir para atingirmos objectivos e a encontrar a paz de espírito duradoura. Contudo, existem situações em que tentamos demasiado, ou na altura errada, atingir os nosso objectivos, aquilo que o coração deseja, seja em termos de amor, saúde, riqueza material. Tentemos desejar com menor intensidade mas numa altura melhor: "na Primavera, quem estiver debaizo de uma macieira e olhar para cima não consegue ver maças, nem obterá nenhum fruto se abanar a árvore ou mesmo que trepe para um dos ramos. Mas, se for Outono, basta estender a mão para obter maças maduras".

Deixemos de procurar e encontraremos.
E se não encontrarmos também não faz mal porque não andavamos à procura.
Em termos lógicos parece um paradoxo, mas é a sabedoria antiga de Tao, Buda, Jesus Cristo. E por isso funciona.

Um dos pensamentos de Buda (500 ac) "Todos os fenómenos da existência têm a mente por precursora, a mente como guita supremo, e são produtos da mente" introduzem-nos à necessidade de aplicarmos estratégias mentais para obtermos o que queremos da vida.
O que experimentamos na vida é o que a nossa vontade quis. O ensinamento de Buda é este: o que estamos a viver agora é produto de volições anteriores, daquilo que já em tempos foi a nossa vontade.

Com as estratégias mentais correctas (aconselho-vos a consultar e digerir progressivamente "o Segredo" e a fábula espiritual "o monge que vendeu o seu ferrari") começarão a viver com mais intensidade o presente, o que significa que não sentirá a falta de quase nada: o rancoroso vive no passado, o ansioso no futuro e o feliz no presente.

Coloca a tua força de vontade ao serviços dos teus sonhos, desejos. Podemos influenciar o que nos vai acontecer no futuro através daquilo que queremos agora, mas o processo não é instantâneo. Exige o seu tempo e é preciso acreditar, ter fé:
“Tudo quanto pedirdes com fé na oração haveis de recebê-lo”, Mateus 21, 22.
“Por isso vos digo: tudo quanto pedirdes na oração crede que já o recebeste e haveis de obtê-lo”, Marcos 11, 22.


Fonte: "Mais Platão, menos Prozac", Lou Marinoff; wikipedia

Ver ainda neste blog:
"A vida não precisa ser uma cruz: Sísifo não".
"Cura interior: Renuncia"


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ARQUIVO DE MENSAGENS (CRIARIQUEZA)
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