"Jesus morreu na cruz para nos salvar". Grito NÃO a esta forma de religião negativa, precisamos de um catecismo positivo.
Se Jesus não tivesse morrido na cruz, a sua sabedoria mantinha-se: é intemporal, eterna. A divinização de Jesus e a fé na Sua ressurreição foi necessária à expansão da Igreja Cristã. É espantoso como a soberba da Igreja na procura da supremacia da cristologia choca com a humildade de Jesus (o fundador do cristianismo): "Jesus localizou a autoridade dos seus ensinamentos não em si próprio ou em Deus, mas nos corações de quem o ouviam."
Jesus lançou os fundamentos de uma religião "positiva":
1. reformulou os 10 mandamentos de Moíses (que focam os pecados, o aspecto negativo da nossa existência) num único mandamento positivo: "Ama o próximo como a ti mesmo, Faz aos outros o que queres que te façam a ti".
2. trouxe alegria e amor, ensinando aos primeiros cristãos o segredo da vida, ou seja como as alcançar. Jesus salvou-nos removendo dos ombros da humanidade três fardos intoleráveis: o medo, a culpa, o egoismo (os nossos principais inimigos). É esta a Boa Nova.
A libertação destes fardos transmite uma sensação de renascimento. Ao alcançar a alegria de viver e aceitando o amor de Deus, ressuscitamos.
Para mim é incompreensível como a Igreja pôde negativizar o advento de Jesus e recolocar sobre a humanidade os fardos do medo e da culpa. A humanidade precisa de olhar para a vinda e vida de Jesus de uma forma positiva, que permita elevar o espírito: "Jesus nasceu para nos salvar", livrando-nos do medo, da culpa e do jugo paralisante do egoismo.
Jesus disse "Por que me chamais bom? Não sabeis que só Deus é bom?"
É a fé inquestionável na bondade de Deus, que nos dá o alento, a força, a coragem, a alegria de viver. Estar só, com Deus, é nunca estar sozinho.
Acreditai, Deus ama-nos mais do nós O ama-mos:
daquele que busca aproximar-me de Mim um palmo,
aproximo-Me um côvado;
do que busca aproximar-se de Mim um côvado,
aproximo-Me duas braças;
e de quem caminha para Mim,
aproximo-Me a correr".
Hadith Qudsi (Sacred Hadith), palavras de Maomé.
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