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sábado, 27 de dezembro de 2008

Em busca do seu caminho


"Quando não se sabe para onde se vai,nunca se vai muito longe".
Goethe

A partilha

Quando segue a sua felicidade,vive num espaço constante de alegria.
Abre-se para a abundância do Universo.
Fica excitado por partilhar a sua vida com os que ama, e a sua excitação, a sua paixão, a sua felicidade tornam-se contagiosas.

Lisa Nichols

Espalhemos a nossa felicidade pelos outros, dando-lhes amor, carinho e uma palavra de conforto, sempre que pudermos.
E, assim, estaremos a contribuir para a sua felicidade e alegria.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Feliz Natal

Jesus nasceu para nos salvar - esta é a Boa Nova

Pedro, dirigindo-se a um grupo, resumiu em poucos palavras o que Jesus tinha feito na vida: "Andou praticando o bem" (Actos 10:38). Circulando sem afectação entre as pessoas comuns e os párias da sociedade, curando-os, aconselhando-os, ajudando-os a libertar-se das grilhetas do desespero, Jesus fez-se um profeta social, desafiando as fronteiras da ordem estabelecida e advogando uma visão alternativa da comunidade humana; a missão de Jesus tinha sido difundir a revelação de Deus aos judeus a todos os grupos étnicos. O seu protesto perante os fariseus atraiu atenção suficiente para alarmar as autoridades romanas, o que conduziu à sua morte.

"Jesus morreu na cruz para nos salvar". Grito NÃO a esta forma de religião negativa, precisamos de um catecismo positivo.

Se Jesus não tivesse morrido na cruz, a sua sabedoria mantinha-se: é intemporal, eterna. A divinização de Jesus e a fé na Sua ressurreição foi necessária à expansão da Igreja Cristã. É espantoso como a soberba da Igreja na procura da supremacia da cristologia choca com a humildade de Jesus (o fundador do cristianismo): "Jesus localizou a autoridade dos seus ensinamentos não em si próprio ou em Deus, mas nos corações de quem o ouviam."

Jesus lançou os fundamentos de uma religião "positiva":
1. reformulou os 10 mandamentos de Moíses (que focam os pecados, o aspecto negativo da nossa existência) num único mandamento positivo: "Ama o próximo como a ti mesmo, Faz aos outros o que queres que te façam a ti".
2. trouxe alegria e amor, ensinando aos primeiros cristãos o segredo da vida, ou seja como as alcançar. Jesus salvou-nos removendo dos ombros da humanidade três fardos intoleráveis: o medo, a culpa, o egoismo (os nossos principais inimigos). É esta a Boa Nova.

A libertação destes fardos transmite uma sensação de renascimento. Ao alcançar a alegria de viver e aceitando o amor de Deus, ressuscitamos.

Para mim é incompreensível como a Igreja pôde negativizar o advento de Jesus e recolocar sobre a humanidade os fardos do medo e da culpa. A humanidade precisa de olhar para a vinda e vida de Jesus de uma forma positiva, que permita elevar o espírito: "Jesus nasceu para nos salvar", livrando-nos do medo, da culpa e do jugo paralisante do egoismo.

Jesus disse "Por que me chamais bom? Não sabeis que só Deus é bom?"
É a fé inquestionável na bondade de Deus, que nos dá o alento, a força, a coragem, a alegria de viver. Estar só, com Deus, é nunca estar sozinho.

Acreditai, Deus ama-nos mais do nós O ama-mos:
daquele que busca aproximar-me de Mim um palmo,
aproximo-Me um côvado;
do que busca aproximar-se de Mim um côvado,
aproximo-Me duas braças;
e de quem caminha para Mim,
aproximo-Me a correr".

Hadith Qudsi (Sacred Hadith), palavras de Maomé.

Pastores e ovelhas: misticismo e catecismo

É a igreja que nos trata como crianças ou somos nós que não queremos crescer (espiritualmente)? Tendo visto o céu através da Igreja Católica, conclui que existe mais céu do que aquele que dela avistava:

Não sou mulçumano nem cristão,
judeu ou zoroastriano;
não sou nem da terra nem do céu,
não sou nem corpo, nem alma.


Rumi (séc. XIII), sufista, poeta, jurista, téologo muçulmano persa.

Ibn'Arabi, místico sufista do séc XII e expoente máximo dos filósofos mulçumanos, defende num poema delicioso a liberdade suprema da Religião do Amor.

O misticismo viola as barreiras que protegem a fé do crente típico, sendo perigoso para os que não estão preparados para os seus ensinamentos. Por esta razão muitos Mestres têm sido comedidos nos seus ensinamentos, reservando parte da sua doutrina àqueles que estão preparados para a receber.

Os mestres sufistas adoptavam várias estratégias de ensino, entre elas os contos sufistas pelas quais são famosos (sendo um desafio para todos estudá-los em simultâneo com as parábolas de Jesus).

"O Conto das Areias" prende-se com a doutrina de fana, a transcendência em Deus do eu finito.

Um ribeiro, vindo de montanhas distantes e passando por todo o tipo de paisagens, acabou por chegas às areias do deserto.
Tal como ultrapassara todas as barreiras com que se deparara, também agora o ribeiro tentou superar esta, mas descobriu que, à medida que corriam para a areia, as suas águas desapareciam.
No entanto, estava convencido de que era o seu destino atravessar este deserto, embora não o conseguisse.
De repente, uma voz oculta, vinda do próprio deserto, sussurrou: "
- "O Vento atravessa o deserto, o mesmo fará o ribeiro".
O ribeiro respondeu que todos os esforços para ultrapassar o deserto tinham resultado no desaparecimento das suas águas na areia: que o vento voava e por isso conseguia atravessar o deserto.
- "Insistindo no teu método habitual, não conseguirás passar. Desaparecerás ou tornar-te-ás um pântano. Terás de permitir que o vento te transporte para o teu destino."
- Mas como será isso?
- "Deixando-te absorver pelo vento."
A ideia não era aceitável para o ribeiro. Bem vistas as coisas, nunca tinho sido absorvido. Não queria perder a individualidade e, uma vez perdida esta, como saber se seria possível recuperá-la?
- "O vento", respondeu a areia, "executa essa função. leva a água, transporta-a por cima do deserto e deixa-a tombar outra vez. Caindo sob a forma da chuva, a aágua transforma-se de novo em rio."
- Como poderei saber se é verdade?
-"É, e se não acreditas, não serás mais que um lamaçal, e mesmo isso poderá levar muitos e muitos anos. E de certeza que não é o mesmo que ser um ribeiro."
- Mas não posso manter-me o ribeiro que já sou?
-"Em nenhum dos casos poderás ficar assim", disse o sussurro. "A tua parte essencial será levada e formará um novo ribeiro. Tens o nome que tens hoje porque não sabes que parte de ti é a essencial."
Quando o ribeiro ouviu isto, algumas reminiscências começaram a surgir nos seus pensamentos. Lembrou-se vagamente de um estado em que ele - ou parte dele? - estivera nos braços de um vento. Também se lembrou - seria? - que era a coisa certa a fazer, embora não necessariamente óbvia.

E o ribeiro fez subir o seu vapor até aos braços acolhedores do vento que, com cuidado e facilidade, o ergueu e levou, deixando-o cair suavemente assim que chegaram ao topo de uma montanha, muito, muito, muito longe dali. E porque tinha tido as suas dúvidas, o ribeiro foi capaz de recordar e fixar com mais força os pormenores da existência. Reflectiu:
"Sim, agora conheci a minha verdadeira identidade."
O ribeiro aprendia. Mas as areias sussurravam. "Nós sabemos porque vemos isto a acontecer dis após dia: e porque nós, as areias, nos estendemos da margem do rio às montanhas".
E é por isto que se diz que a forma como o rio da Vida vai prosseguir a sua viagem está escrita nas Areias.


In "A essência das religiões", Huston Smith, Nov 2007.
Existem técnicas e estratégias mentais para alcançar a felicidade dos primeiros cristãos e que infelizmente não nos são ensinadas no catecismo. A base desse processo é compreendermos que " a gestão da mente é a essência da gestão da vida".
Dois livros poderão ajudar-vos a iniciar esta caminhada: "o segredo" e a fábula espiritual "o monge que vendeu o seu ferrari". Poderão ainda clicar neste blog em "estratégias mentais" na secção Criariqueza: descobre como.

"O pecado original", segundo os sufistas

Para os mulçumanos, descalçar os sapatos antes de entrar numa mesquita é um sinal de reverência: significa deixar à porta o tumulto do mundo. Os sufistas vão mais além e vêem neste simbolismo outro significado: a remoção de tudo o que separa a alma de Deus. Ou o acto da contrição.
Todos os muçulmanos rezam para que os pecados lhe sejam perdoados mas os sufistas adicionam à súplica outro pedido: "ser perdoado pela sua existência independente".
Segundo Rabi'a (santa sufi do séc VIII), "a tua existência é um pecado a mais nenhum comparável". Pois ex-istir é estar fora de qualquer coisa, neste caso Deus: a existência implica separação.
Para evitar esta separação (ou "o pecado original" segundo as doutrinas judaico-cristãs) os sufistas desenvolveram assim a doutrina de fana (extinção, da auto-consciência) como objectivo lógico de um crescimento espiritual para uma comunhão plena com Deus.

A auto-consciência, consciência de nós próprios enquanto seres ocupados nos nossos afazeres, devia ser extinta. Defendiam que "se esse fim fosse alcançado em termos absolutos, quando olhassem para dentro das cascas secas dos seus seres esvaziados, não encontrariam nada senão Deus" (A essência das religões", Islamismo, pg 318, Huston Smith, Nov 2007).
Angelus Silesius (místico cristão do séc. XVII), passa esta ideia ao papel:
Deus, cujo amor e alegria infindáveis
Estão presentes em todo o lado,
Não pode vir visitar-te
A menos que não estejas lá.

Angelus Silesius, místico cristão, filósofo, médico, poeta, jurista.
Nasceu em uma família luterana a 1624, em Breslau, na Polônia.

Pratico a religião do Amor

O meu coração abriu-se a todas as formas.

É pastagem para gazelas,
claustro para monges cristãos,
templo para ídolos,
a Ka'aba do peregrino,
as tábuas da Tora e o livro do Alcorão.

Pratico a religião do Amor.

Seja qual for a direcção em que avancem as caravanas,
a religião do Amor será a minha religião e a minha fé.

Ibn'Arabî (sec XII), místico sufi.
Nasceu em Murcia, Andalusia, em 1165.
É considerado o maior dos filósofos mulçumanos.
Links para consulta:

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

"Quem não se sente não é filho de boa gente"?

Desta vez, coloco bastante reserva neste adágio resultante da nossa prófícua sabedoria popular.

Sentir as injustiças, sentimo-las sempre, quer sejamos ou não filhos de boa gente. Agir sobre elas, resulta do nosso livre arbítrio.

Eu opto por me considerar acima de tudo "filha de Deus": mais nobre linhagem na Terra não existe. Tento viver sobre a máxima do amor e do perdão. Isto não me torna mais fraca ou cobarde, muito pelo contrário. Modéstia à parte, eu e os outros que seguem esta filosofia de vida, revelamos uma maturidade (espiritual) indispensável à felicidade e ao sucesso. Não desperdiçamos as nossas forças e energias, o nosso precioso tempo em lutas fúteis, mesquinhas que nos impedem de atingir estados mais elevados de desenvolvimento pessoal e espiritual.

Devemos escolher cuidadosamente as nossas lutas, tendo por referência a nossa missão nesta vida. Descobrir qual essa missão dá-nos um objectivo, um rumo: "O objectivo da vida é ter um objectivo". Daí a importância de investirmos no auto-conhecimento, para o qual recomendo utilizarem o eneagrama.

Seguir os ensinamentos de Jesus Cristo (Filho de Deus e, atrevo-me a sugerir, um sábio tulku), e neste ponto em particular: "Ama e perdoa os teus inimigos", é uma estratégia para a felicidade. Não em termos de beatificação, santificação, canonização, de ganharmos um lugar no Céu. É uma estratégia para a felicidade terrena. Quando perdoamos (aos outros e a nós próprios), cortamos as "amarras" que nos prendem e não nos deixam voar. O ódio, ressentimento, remorso são verdadeiras grilhetas: é com estes sentimentos que criamos o nosso "inferno".

Quem consegue libertar-se destes sentimentos negativos sente uma leveza de espírito indescritível: sente-se finalmente e verdadeiramente livre, invencível. Tudo pode fazer pois está em sintonia com o Universo, que é regido pela Lei do Amor.

Enquanto escrevia esta mensagem encontrei num outro blog um verdadeiro tratado da felicidade. Recomendo vivamente a sua leitura.

Votos de um NATAL FELIZ:
"O futuro a ti pertence".

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Somos todos filhos de Deus

Hoje quando acordei veio-me à mente uma passagem de Isabel Allende num dos seus livros (Filha da Fortuna) sobre como uma criança asiática a viver num país da America Latina, fervorosamente católico, procurava conciliar as duas religiões. A solução encontrada foi acreditar que Jesus Cristo era Buda reencarnado. Jesus seria assim o primeiro monge budista judaico (um tulku). Será este um pensamento impossível de conciliar? Não serão as várias religiões manifestações da vontade do mesmo Deus?

Todos os pais encarregam os filhos mais velhos de tomar conta dos filhos mais novos. Pois não enviará Deus à Terra os seus filhos mais velhos (espíritos sábios, iluminados) para tomar conta dos seus filhos mais novos (almas em crescimento espiritual)? Acredito que Deus ao longo da nossa história, da história da humanidade, não enviou apenas os profetas da tradição judaica-cristã, enviou-nos outros filhos "mais velhos", fundadores de várias religiões:

- A origem da filosofia do Taoísmo é atribuída aos ensinamentos do mestre chinês Lao Tsé (velho mestre), cuja origem é objecto de várias controversias e envolta em lendas. Referências apontam para o seu nascimento entre 1000 e 500 anos antes de Jesus Cristo, possivelmente um contemporâneo de Confuncio, nos anos 550 a.C.

- O Budismo nasceu na Índia por volta do séc. VI a.C., com Buda Shakyamuni, rico príncipe chamado Sidarta Gautama, nascido ao norte da Índia (atualmente Nepal). O budismo não é só uma religião, mas também um sistema ético e filosófico, originário da região da Índia. Ele é considerado pelos seguidores da religião como sendo um guia espiritual e não um deus. Desta forma, os seguidores podem seguir normalmente outras religiões e não apenas o budismo.

- O Hinduismo é uma das religiões mais antigas do mundo trazidos pelos vedas para a Índia por volta do ano 2 500 a.C. , carecendo de um "fundador". Ao contrário do que a maioria pensa, a religião dos vedas não é politeísta, pois o panteão dos deuses e deusas são na verdade manifestações do Deus uno ou verdade suprema que é Brahma. O hinduísmo ensina que os homens possuem uma alma eterna e indestrutível (atma), que faz parte de Brahma, e que todos devem trabalhar para alcançarem a liberdade (moksha) e voltarem para Brahma.

Em que é que este ensinamentos diferem ou colidem com os fundamentos da tradição judaico-cristã?

"Segundo a religião islâmica, Maomé é o mais recente e último profeta do Deus de Abraão. Para os muçulmanos, Maomé (sec VII) foi precedido em seu papel de profeta por Jesus, Moisés, Davi, Jacob, Isaac, Ismael e Abraão. Maomé não rejeitou completamente o judaísmo e o criatianismo, duas religiões monoteístas já conhecidas pelos árabes. Em vez disso, informou que tinha sido enviado por Deus para restaurar os ensinamentos originais destas religiões, que tinham sido corrompidos e esquecidos" (wikipedia).

Pois não foi essa também parte da missão de Jesus Cristo (nascido judeu) relativamente aos fariseus ? O Senhor decididamente inverteu os valores do mundo (Lucas 16:15).
Se Jesus fosse retornar hoje, a quem ele se oporia?
Seriam aqueles a quem respeitamos bastante?
Ele nos atacaria como criticava os fariseus?

Certamente que sim!

Precisamos pesar as razões por que Jesus os repreendia e então olhar cuidadosamente para nossas próprias vidas (Mateus 5:20; 16:6,12). Reparem na prepotência do mundo ocidental (cristão) e quanto nos distanciamos do Cristianismo de Jesus Cristo (ver Resgatar a Boa Nova de Jesus Cristo).

Educação e Cidadania-Crónica de Frei Bento Domingos, dominicano

1. Alguns professores mostraram-se mais à vontade na televisão e na rua do que na escola. Nas televisões e na rua, foram expeditos a descompor o primeiro-ministro, a ministra, o ministério e os encarregados de educação. Na escola, queixam-se de não conseguirem dar aulas por medo dos alunos. Estes gozam de um estatuto que os torna indomáveis. Se, ainda há pouco, os professores eram considerados responsáveis pelo insucesso escolar, agora, a indignação voltou-se contra os alunos e os pais: cada turma deveria ter um segurança e cada professor um guarda-costas, sem recorrer aos psicólogos, aliados naturais da permissividade.
Alegrou-me ver, na televisão, o Prof. José Gameiro, psiquiatra, resistir à histeria criada em torno de um telemóvel – um dos novos símbolos mais estimados de adolescentes e jovens – transformada em arma política. Em relação à boa disciplina e segurança, tenho a referência da minha escola, nos começos dos anos 40 do século passado: nada de falinhas mansas; o marido da professora era um legionário de mão pesada, a quem ela recorria com frequência. A delicadeza dos pais sublinhava: “só se perdem as que caem no chão”.

2. Tenho, no entanto, alguma dificuldade em acreditar que alunos, professores, pais, funcionários e responsáveis do ministério se encontrem bem identificados nas imagens registadas nas últimas semanas. Aproveitando a onda, os professores queixosos talvez não sejam o único espelho da escola em Portugal.
Os meios de comunicação, em alguns casos, ainda não se libertaram da triste sina que lhes colaram: uma boa notícia não é notícia. Depois de terem colaborado na liquidação do ministro da saúde, acabaram por tecer os maiores elogios às medidas que ele tinha tomado, lamentando a sua saída como vítima de uma política eleitoralista…
Por outro lado, dizer que, em Portugal, é sempre assim, que nunca sabemos valorizar o que temos, que estamos sempre na cauda de tudo até na cauda do reconhecimento dos nossos méritos, alarga a maledicência, mas não cria alternativas. Os problemas não estão, isoladamente, na família, na escola, nos meios de comunicação, no futebol, na sociedade civil ou no Estado, nem se podem atribuir todas as graças e desgraças à globalização. O recurso a bodes expiatórios, fixando-se só em algumas pessoas, grupos, corporações, instituições, etnias, acaba por ter culpados de turno, mas não gera correntes diversas de cidadania responsável, que respeitem o princípio da boa medida e do bom senso.

3. Adela Cortina, catedrática de Ética e de Filosofia Política, na Universidade de Valência, ganhou o Prémio Internacional de Ensaio (Jovellanos) de 2007 pelo seu livro, Ética de la razón cordial. Educar en la ciudadanía en el siglo XXI, (Ed. Nobel, 2007).
Esta obra foi escrita 20 anos depois de uma outra, que a tornou célebre – Ética mínima – que alguns invejosos qualificaram de “ética em saldo”, ao alcance dos recursos modestos da moralidade reinante. Pelo contrário, a autora percebeu que Espanha estava a abandonar, rapidamente, os caminhos de uma sociedade de código moral único, incapaz de ajudar a construir uma sociedade plural baseada nos valores mais fundamentais. Parecia-lhe importante que pessoas, com distintos projectos de vida que se deseja cada vez mais plena, pudessem trabalhar, lado a lado, para ir incarnando, na vida quotidiana, os ideais de uma sociedade mais justa. A. Cortina procurava pensar uma ética cívica, isto é, de cidadãos, com implicações na vida moral, mas também na vida política, económica e religiosa. É certo que os entusiastas do conflito pelo conflito – não as vítimas, mas os que guardam na alma um estranho ressentimento fossilizado – não estão interessados na descoberta de valores partilháveis. Preferem agudizar contradições: quanto pior, melhor. Os adeptos do conflito pelo conflito nunca terão capacidade crítica. Criticar é discernir entre o que une e o que separa, entre o justo e o injusto. Eles só conhecem recusas absolutas ou adesões incondicionais.

Nos últimos 20 anos, muita coisa mudou na vida social, económica, política, cultural e religiosa de Espanha e do mundo. Adela Cortina, embora reconhecendo o papel desempenhado pela Ética mínima, descobriu através de novas investigações, suas e de outros, os limites dessa proposta e a necessidade de a refazer na totalidade. Já não a satisfaz a famosa ética dialógica de Apel e Habermas como fundamento filosófico de uma ética cívica da vida quotidiana. Parece-lhe que uma ética que confia à arte os modelos de auto-realização; à religião, arte e ciências, as ofertas de felicidade; ao direito e à política, a legitimação de normas e a formação da vontade; às distintas comunidades e grupos, a configuração de virtudes, acaba por dissolver o fenómeno chamado “moral”. A educação do desejo, a degustação dos valores, a abertura cosmopolita, a sociedade do conhecimento, uma prudente qualidade de vida e uma sabedoria cordial são indispensáveis para uma cidadania do século XXI. Não pode haver bons educadores sem uma ética da educação, repensada e vivida.

domingo, 21 de dezembro de 2008

"O todo é maior que a soma das partes"

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio.

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
Mas a outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é a platéia
A outra metade é a canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

"Metade", Oswaldo Montenegro

Como re-encontrei Deus e assim "Ressuscitei"

Finalmente descobri a minha forma de estar no seio da Igreja Católica (e em paz com qualquer outra religião). Não sendo uma fervorosa praticante do Catolicismo (no sentido de ir todos os Domingos à missa e comungar) sou uma crente fervorosa. Mas crente em quê? Praticante do quê?

Compreendi recentemente que todas as minhas dúvidas relativamente è existência de Deus surgiam precisamante do catecismo da Igreja Católica e de todos os seus dogmas, paradoxos, contradições. O meu processo de encontrar Deus foi então "matá-Lo", ie não acreditar em nada do que me foi "ensinado", e re-encontrá-Lo na sua essência. E então Ressuscitei!

Sem o saber estava a pôr em prática um princípio filosófico lançado por Platão "A filosofia é um treino de morrer e de estar morto". É um exercício de pensar o impensável: "para pensar é preciso deixar de pensar": só suspendendo os nossos juízos de valor ("contaminados" por opiniões e preconceitos) é possível dar origem a pensamentos sem vícios: criar um pensamento novo, fresco, criativo, sem referências. Este conceito de suspensão (abordagem fenomenológica de Kant) permite analisar o mundo como um objecto pondo de parte os nossos preconceitos (evitando jogarmos com dados viciados).

Toda a minha vida de adulto (nestes 20 anos) foi um caminho para me encontrar com Deus, Ressuscitar e criar o (meu) paraíso na Terra. No meu desespero encontrei pessoas maravilhosas que me foram dando pistas e ajudando a sair do poço em que me encontrava. Os meus filhos foram e são importantíssimos nesta mudança de crescimento espiritual: superar o meu ego / egoismo (ver Resgatar a Boa Nova de Jesus Cristo: o segredo da Vida).

O momento chave deste processo aconteceu há uns 3 anos quando um dos meus mentores me perguntou o que é Deus. Não sabia o que responder. Foi então que a resposta surgiu dentro de mim e, sem dar tempo à minha mente de a censurar, analisando-a, jorrou da minha boca:
"Somos todos nós mais qualquer coisa". Soube então que estava finalmente no caminho certo (no meu caminho) para me re-encontrar com Deus. Esta resposta satisfazia o meu lado "científico", tendo como fundamento teórico a Gestalt pois se enquadrava na máxima "O todo é maior que a soma das partes".

Estou a reler a triologia "Memórias de Águia e Jaguar" (uma colecção juvenil, de forma a seleccionar livros para os meus filhos), de um dos meus escritores preferidos Isabel Allende. Aqui transcrevo uma passagem que me encantou pois transmite tudo o que senti com aquela epifania e explica porque, mesmo nos momentos em que estou sozinha, nunca me sinto só:

"Estavam no centro do bosque espiritual, rodeados por milhares e milhares de almas vegetais e animais. As mentes de Alexander e de Nadia expandiram-se novamente e perceberam as ligações entre os seres, o universo inteiro entrelaçado por correntes de energia, por uma rede admirável, fina como seda, forte como aço. Perceberam que nada existe isolado; cada coisa que acontece, de um pensamento a um furacão, afecta as restantes. Sentiram a terra palpitante e viva, um grande organismo embalando no seu regaço a flora e a fauna, os montes, os rios, o vento e as planícies, a lava os vulcões, as neves eternas das montanhas mais altas. E essa mãe-planeta faz parte de outros organismos maiores, unida aos astros infinitos do imenso firmamento.
Os jovens viram os inevitáveis céus de vida, morte, transformação e renascimento como um desenho maravilhoso no qual tudo acontece simultaneamente, sem passado, presente ou futuro, agora desde sempre e para sempre.
E, por fim, na última etapa daquela fantástica odisseia, compreenderam que as inúmeras almas, assim como tudo o que existe no universo, são partículas de um espírito único, como gotas de água de um mesmo oceano. Uma única essência espiritual anima tudo o que existe. Não há sepração entre os seres, não há fronteira entre a vida e a morte". O bosque dos pigmeus, pg 158, Isabel Allende.

O meu crescimento espiritual passa também pela aplicação de outra teoria científica como justificação dos "mistérios insondáveis de Deus", "Deus escreve direito por linhas tortas": "A Teoria do Caos". Sou fã, em particular de uma das mais conhecidas bases desta teoria, o chamado "efeito borboleta", teorizado pelo matemático Edward Lorenz, em 1963. Segundo a cultura popular, "o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo". O efeito borboleta encontra aplicações em qualquer área das ciências: exactas, médicas, biológicas, ou humanas, na arte ou religião, entre outras aplicações, seja em áreas convencionais e não convencionais.

Termino com um poema lindo do cantor, compositor, autor de musicais, director de teatro Oswald Montenegro "Metade".

sábado, 20 de dezembro de 2008

Empreendedorismo Social

“O empreendedor social é alguém que reconhece um problema social e utiliza os princípios de empreendedorismo para organizar, criar e gerir empreendimentos que promovem transformação social. É um agente de mudança social, aproveitando oportunidades para a melhoria dos sistemas, inventando e disseminando novas abordagens e soluções sustentáveis que criam valor social.” (Congresso Empreendedorismo Social, Cascais, 2008).

Advoga-se que os Americanos são menos avessos ao risco que os Europeus. E como estaremos quanto a filantropia ou projectos de empreendedorismo social?

A Incubadora 3Is ®(Incubadora de Ideas e Impreendedores) concebeu um programa de mudança de atitudes que visa o desenvolvimento do espírito empreendedor (IMPREENDER ©) para jovens e adultos.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Conciliar culturas

O que falamos é idioma, o que os outros falam é dialecto

O que os brancos fazem é arte e o que fazem as outras raças é artesanato

As crenças próprias chamam-se religião, as dos outros chamam-se superstição.

"O bosque dos pigmeus", Triologia Memórias de Aguia e Jaguar, Isabel Allende.

Também desta autora recordo-me num dos seus livros que a forma de estar de uma criança chinesa, num país da América latina fervorosamente católico, era acreditar que Jesus Cristo era Buda reeincarnado.

Será este pensamento (de conciliação) assim tão disparatado? Vou tentar analisa-lo em "Somos todos filhos de Deus".

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

O amor

Grande é o amor
Grande ,grande é o amor que por nós
tem o Senhor
Grande,grande é o amor de Jesus
sobre a cruz!
Grande como o oceano, fundo como
o mar,
Alto como o azul do céu,assim é o
amor.
-------------------------------------------------
"Para adquirir amor...encha-se a si próprio com
ele até se tornar um íman".
Charles Haanel

Voo Nascente


No dia em que nasci já não era livre.
Mas, a luz que envolveu
o meu primeiro grito
tinha em cada partícula
a liberdade eterna.


Não sei se foi o leite
da minha mãe que provei
em primeiro lugar,
se essa luz.


Em ambos descobri,
no mesmo instante,
a noção do que em vida
é o infinito.


Pompeu Miguel Martins

( Do INTANGÍVEL)

domingo, 14 de dezembro de 2008

Resgatar a Boa Nova de Jesus Cristo: o segredo da vida

As pessoas que, pela primeira vez, ouviam os discípulos de Jesus proclamar a Boa Nova ficavam tão impressionados com o que viram como com o que ouviram. Observaram vidas que tinham sido transformadas... homens e mulheres que se assemelhavam a todos os outros, excepto quanto ao facto de parecerem ter descoberto o segredo da vida.

Evidenciavam uma tranquilidade, simplicidade e alegria que os seus ouvintes nunca tinham encontrado noutro sítio. Ali estavam pessoas que pareciam ter sucesso numa empresa em que todos gostariam de o ter - a própria vida.

Mais especificamnte, parecia ter havido abundância de duas qualidades: cuidado mútuo e alegria.

Cuidado mútuo.
Uma das primeiras observações de que dispomos acerca dos cristãos diz: "Vejam como estes cristãos se amam uns aous outros". Parte integrante deste cuidado mútuo era a absoluta ausência de barreiras sociais. Ali estavam homens e mulheres que não só diziam que toda a gente era igual aos olhos de Desus, mas que viviam como se disso estivessem convencidos. As barreiras convencionais de raça, género e estatuto não tinham qualquer significado aos seus olhos, pois em Cristo não existia judeu ou gentio, homem ou mulher, escravo ou homem livre.

Alegria.
Jesus disse uma vez aos discípulos que os seus ensinamentos se destinavam a "que a minha alegria esteja em vós e o vosso gozo seja completo" (João 15:11), e esse objectivo parece ter sido notavelmente conseguido. No meio das suas imensas provações, estes cristãos tinham conseguido atingir uma paz interior que encontrava expressão numa alegria aparentemente exuberante. Irradiante.

O que gerou este amor e alegria nestes primeiros cristãos? Em si, estas qualidades são universalmente desejadas; o problema reside na formas de as alcançar. A explicação, deduzida a partir do Novo Testamento, é que tinham sido tirados subitamente dos seus ombros três fardos intoleráveis: o medo (incluindo o medo da morte), a culpa/remorso, o ego/egoismo.

Não é dificil compreender como a libertação da culpa, do medo e do ego podia transmitir uma sensação de renascimento (ressureição, talvez, pergunto-vos eu). Mas como se livraram os cristãos desses fardos? O único poder capaz de provocar transformações desta magnitude é o amor.

O amor de Deus foi precisamente o que os primeiros cristãos sentiram, através de Jesus, convencidos que era Deus incarnado. Se também nos sentissemos amados, não em termos abstractos, mas vívida e pessoalmente, por alguém que reunisse em si todo o poder e perfeição, a experiência poderia eliminar para sempre em nós o medo, a culpa e o egoismo. Uma vez envolvidos nesse amor, ele não poderia ser detido. Dissolvendo as barreiras do medo, da culpa e do egoísmo, jorrava através deles como se se tivessem aberto as comportas de uma barragem, aumentando o amor que até então tinham sentido por terceiros até a diferença de grau se transformar em diferença de essência e nascer uma nova qualidade, que o mundo viria a conhecer por amor cristão. O amor que as pessoas encontraram em Cristo entregava-se, não por prudência ou para receber algo em troca, mas porque era da sua natureza entregar-se.

Como disse Kirkegaard, se em cada momento, tanto do presente como do futuro, eu tivesse a certeza de que nada aconteceu ou acontecerá que nos separe do amor infinito do Infinito, isso seria uma razão de alegria.

Fonte: "A essência das religões - A sabedoria das grandes tradições religiosas", Huston Smith. Nov. 2007

Estratégias mentais para a felicidade

  • Pense sempre de forma positiva.
  • Toda a vez que um pensamento negativo vier à sua cabeça, troque-o por outro! Para isso, é preciso muita disciplina mental. Você não adquire isso do dia para a noite; assim como um "atleta", treine muito.
  • Não se aborreça com facilidade e nem dê importância às pequenas coisas. Quando nos irritamos, envenenamos o nosso corpo e a nossa mente.
  • Procure conviver com serenidade e quando tiver vontade de explodir, conte até dez.
  • Oiça músicas que o façam cantar e dançar. Seja qual for o seu estilo preferido, a vibração de uma canção tem o poder de nos fazer sentir vivos, aflorando a nossa emoção e abrindo o nosso canal com alegria.
  • Liberte-se!!! Sempre que puder livre-se da rotina e pegue a estrada, nem que seja por um único dia. Conheça novos lugares e novas pessoas.
  • Viva a vida!!!!!


sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

"A vida só merece ser vivida quando for consciente", Sócrates sec V ac

Outra forma de lermos esta máxima de Sócrates, sec V ac, é a exposta por Lou Marinoff em "Mais Platão, Menos Prozac", 1999: "O auto-conhecimento e o aperfeiçoamento pessoal são as obrigações mais sagradas do ser humano".

A sabedoria dinâmica da filosofia
Cada pessoa tem a sua própria filosofia de vida. Para encontrarmos o nosso caminho na vida precisamos de ser críticos, de verificar padrões e de os enquadrar num quadro geral de vivência. O facto de conhecermos a nossa filosofia pode ajudar-nos a evitar, a resolver ou a enfrentar muitos problemas. Se cada pessoa perceber o seu perfil psicológico ser-lhe-á mais fácil cultivar uma filosofia pessoal. Todos carregamos uma bagagem psicológica, mas livrarmo-nos do excesso de peso poderá exigir a consciência filosófica.

"O rancoroso vive no passado, o ansioso no futuro, o feliz no presente".

Aconselhamento filosófico
Na origem, a filosofia era um modo de vida, não era uma disciplina académica, uma matéria que não se destinava apenas a ser estudada mas também a ser aplicada.

"A filosofia é qualquer coisa situada entre a teologia e a ciência. Uma terra de ninguém exposta aos ataques vindos de ambos os lados", Bertrand Russel.

"A arte de procurar sem andar à procura", Tao, Buda, Jesus Cristo

Se entendermos bem a natureza das coisas e conseguirmos esquecer tudo o que aprendemos que tenta ir contra ela, conseguimos fazer tudo o que é possível, com o mínimo esforço. Porque acabamos por deixar as coisas seguirem o seu curso natural. Não fazemos nada (claramente por nossa vontade própria) mas nada fica por fazer. Domina-se o mundo deixando as coisas seguirem o seu curso. E não interferindo. O Livro do Caminho e da sua Virtude (Tao Te Ching), Lao Zi, (sec X ac. ou sec VII ac. ou sec. IVac).

Devemos agir de acordo com a nossa vontade apenas dentro dos limites da nossa natureza e sem tentar fazer o que vai para além dela. Devemos usar o que é naturalmente útil e fazer o que espontaneamente podemos fazer sem interferir na nossa natureza. E não tentar fazer aquilo que não podemos fazer ou tentar saber aquilo que não podemos saber. A felicidade é essa "não-acção" perfeita. Desejar ardentemente qualquer coisa que julgamos estar fora do nosso alcance é prejudicial ao nosso estado de espírito.

"As cinco cores cegam a vista do homem.
Os cinco sons ensurdecem o ouvido do homem.
Os cinco sabores prejudicam o palato do homem.
Perseguir e caçar tornam o homem selvagem.
As coisas dificeis de obter prejudicam a conduta do homem". Lao Zi

Só o verdadeiro conhecimento de nós mesmos nos pode levar a reconhecer os nossos motivos, a agir para atingirmos objectivos e a encontrar a paz de espírito duradoura. Contudo, existem situações em que tentamos demasiado, ou na altura errada, atingir os nosso objectivos, aquilo que o coração deseja, seja em termos de amor, saúde, riqueza material. Tentemos desejar com menor intensidade mas numa altura melhor: "na Primavera, quem estiver debaizo de uma macieira e olhar para cima não consegue ver maças, nem obterá nenhum fruto se abanar a árvore ou mesmo que trepe para um dos ramos. Mas, se for Outono, basta estender a mão para obter maças maduras".

Deixemos de procurar e encontraremos.
E se não encontrarmos também não faz mal porque não andavamos à procura.
Em termos lógicos parece um paradoxo, mas é a sabedoria antiga de Tao, Buda, Jesus Cristo. E por isso funciona.

Um dos pensamentos de Buda (500 ac) "Todos os fenómenos da existência têm a mente por precursora, a mente como guita supremo, e são produtos da mente" introduzem-nos à necessidade de aplicarmos estratégias mentais para obtermos o que queremos da vida.
O que experimentamos na vida é o que a nossa vontade quis. O ensinamento de Buda é este: o que estamos a viver agora é produto de volições anteriores, daquilo que já em tempos foi a nossa vontade.

Com as estratégias mentais correctas (aconselho-vos a consultar e digerir progressivamente "o Segredo" e a fábula espiritual "o monge que vendeu o seu ferrari") começarão a viver com mais intensidade o presente, o que significa que não sentirá a falta de quase nada: o rancoroso vive no passado, o ansioso no futuro e o feliz no presente.

Coloca a tua força de vontade ao serviços dos teus sonhos, desejos. Podemos influenciar o que nos vai acontecer no futuro através daquilo que queremos agora, mas o processo não é instantâneo. Exige o seu tempo e é preciso acreditar, ter fé:
“Tudo quanto pedirdes com fé na oração haveis de recebê-lo”, Mateus 21, 22.
“Por isso vos digo: tudo quanto pedirdes na oração crede que já o recebeste e haveis de obtê-lo”, Marcos 11, 22.


Fonte: "Mais Platão, menos Prozac", Lou Marinoff; wikipedia

Ver ainda neste blog:
"A vida não precisa ser uma cruz: Sísifo não".
"Cura interior: Renuncia"


Empreendedorismo espiritual

É impossível alcançar o sucesso através do empreendorismo de negócios e social, sem um “empreendedorismo espiritual”, e quais os processos e acções para que se possa proceder a essa mudança, e desta forma criar “empresas iluminadas” e auto realizadas.

A maioria dos debates sobre empresas e gestão empresarial, têm sido escritos na perspectiva dos gestores e pouco na perspectiva dos que são geridos. Isto tem conduzido a um grande distanciamento entre gestores e os que são geridos. Muitos gestores usam a “gestão de terror” como uma das suas técnicas mais eficazes. Uma forma muito negativa de abordar a gestão. O futuro do mundo depende das acções e compromissos do mundo empresarial, gestores, trabalhadores e empresários.No passado, dava-se maior ênfase ao “empreendedor empresarial”. Para seleccionar pessoas e as suas motivações relacionadas com a empresa num sentido estrito. Pessoas essas que estavam atentas à importância do contexto de negócios e do impacto das empresas nesses ambientes. Hoje em dia, tem sido feito um esforço para dar lugar ao “empreendedor de negócios”. Para seleccionar pessoas e as suas motivações relacionadas com o ambiente social, o ambiente natural das empresas e o impacto nesses dois ambientes. Aqui a consciência é sobre os impactos externos que vão para além dos mercados e dos negócios em si. Mas, isto provou ser insuficiente. O próximo passo no empreendorismo é o “empreendedor espiritual”. Isto para dizer que, as pessoas não só estão atentas ao empreendedorismo empresarial e social, mas também têm consciência de si.A apresentação explicará que é impossível alcançar sucesso através do empreendorismo de negócios e social sem um “empreendedorismo espiritual”. É aqui que temos de criar “empresas iluminadas”. Empresas que são auto realizadas. Isto aplica-se a todos intervenientes, processos e acções.“O Silêncio é uma fonte de auto-cura, e a auto-cura é uma condição da Paz. A Paz interior é a fonte da Paz Mundial”, Dr. Alfredo Sfeir-Younis.

Dr. Alfredo Sfeir-Younis, economista espiritual, natural de Santiago do Chile, é actualmente presidente/fundador do Instituto Zambuling para a Transformação Humana (IZTH) em Washington – USA.

Sfeir-Younis também desempenhou funções de conselheiro principal dos gerentes do escritório geral do Banco Mundial, em Washington. Nesta instituição exerceu ainda funções de director e representante especial perante as Nações Unidas em Nova York (1996-1999) e Genebra (1999-2003), foi director do Grupo Ambientalista e Economista Principal no Departamento do Meio Ambiente; foi Oficial Principal de Avaliações no Departamento de Avaliação das Operações e Economista Principal de Agricultura na Região de África Ocidental.CURRÍCULONome:· Drº Alfredo Sfeir-YounisFunção actual:· .Presidente e Fundador do Instituto Zambuling para a Transformação Humana (IZTH) Washington, DC 20438 USAÚltima Função:· .Conselheiro Principal para os Gerentes do Banco Mundial, Escritório Geral 1818 H Street N.W Washington DC204333Outras Posições Superiores no Banco Mundial (29 anos de Experiência):· Director e Representante Especial perante as Nações Unidas em Nova York (1996-1999) e Genebra (1999-2003)· Director do Grupo Ambientalista e Economista Principal, Departamento do Meio Ambiente· Oficial Principal de Avaliações, Departamento de Avaliação das Operações. Economista Principal de Agricultura, Região de África Ocidental

Principais Áreas de Experiência:· Direitos Humanos e Desenvolvimento Económico· Integração do Desenvolvimento Sustentável na Macroeconomia e Politicas ao nível Global· Meio Ambiente, Sustentabilidade e Luta contra a Pobreza· Experiência Operacional: Projectos/Programas· Avaliação do desenvolvimento Sustentável, Impactos Económicos e Ambientais· Manejo, Gestão e Implementação do desenvolvimento· Economia Espiritual, Negócios e Empreendimentos, Valores Humanísticos na Economia Finanças e desenvolvimento Sustentável.

Outras áreas de Experiência:· Macroeconomia: Politicas Monetárias, Fiscal e Comércio Internacional· Formas Inovadoras de Financiamento para o Meio Ambiente e para o Desenvolvimento Sustentável· Desenvolvimento Humano, Institucional e Social· Conhecimentos do Povo Indígena, Erradicação da Pobreza e Desenvolvimento Sustentável

Informação Pessoal:· .Naturalidade: Santiago do Chile, 26 de Setembro de 1947· .Agregado Familiar: 3 Filhos: Alfredo, Maria José e Maria Francisca

Alguns Prémios Internacionais:· .Lifetime Ambassador of Peace (2001)· .World Healer Award (2002)· .The Messenger of Peace (2002)· .Social Corporate Responsability Award (2003)· .The 2003 Peace, Mercy and Tolerance Award (2003)· .The Person of the Year, World Ass. Of Retired Persons, NYC (2004)· .Doctorate in Science Internacional Free University for Alternative Medicine (2004).

Fonte: www.orelhas.pt (portal da região de Leiria)

OPEN debate Empreendedorismo Espiritual

A Associação para Oportunidades Específicas de Negócio vai promover a 9ª edição da iniciativa “Fins de tarde com Empreendedores” que terá lugar nas instalações da OPEN, na Zona Industrial da Marinha Grande, no próximo dia 9 de Setembro, a partir das 18h15.

A acção, subordinada ao tema “O Empreendedorismo Espiritual na Era da Globalização”, contará com o testemunho de Alfredo Sfeir-Younis, economista espiritual, presidente do Instituto Zambuling para a Transformação Humana e ex-embaixador do Banco Mundial na ONU.

O orador irá transmitir os seus ensinamentos e a sua visão sobre a importância da espiritualidade nos negócios e da realização e felicidade dos colaboradores no sucesso empresarial.

Para mais informações sobre o evento, contactar a OPEN pelo 244 570 010 ou pelo endereço de e-mail: open@open.pt

PROJECTO REMÉDIOS DO RISO

“ APESAR DO HOSPITAL NÃO DEVER SER UM LOCAL PARA RIR, O RISO DEVE TER UM LUGAR NO HOSPITAL”
Este Projecto surge em 2004 pelo convite da CUF Descobertas de animar as crianças durante a época Natalícia criando, para esse fim, uma dupla de Doutores Palhaços (o Doutor Nano e a Dra. Candela, mentores deste projecto). Repetindo em 2005 a experiência com bastante sucesso.
A partir desse momento e vendo as necessidades de animação deste Hospital (Santa Maria da Feira) considerámos oportuno ampliar o número de visitas, passando a realizar desde 2006, 20 visitas por ano, graças sobretudo ao patrocínio da empresa “Exergia”, (surgindo da iniciativa de um pai de uma criança que recebeu os nossos “Remédios” e quis patrocinar o projecto) permitindo desta forma realizar no mínimo uma visita por mês. A nossa equipa aumenta em Fevereiro de 2008 para 3 doutores palhaços com a entrada para a equipa da Dra. Coração.

Através de formação e da experiência acumulada durante estes anos, estamos conscientes da necessidade e importância do nosso trabalho, desejando consolidar e ampliar o nosso projecto, promoção e divulgação do mesmo, aumentar a equipa de Doutores Palhaços, ampliando desta forma as nossas visitas a outros Centros Hospitalares.

Para mais informação: http://www.hospitalfeira.min-saude.pt/NR/rdonlyres/656040F1-F2B2-410D-9979-B49C05505952/12716/Rem%C3%A9diosdeRiso.pdf

Cura interior: Perdão

Aprender a não julgar elimina problemas futuros, mas os criados no passado por esse comportamento precisam ser varridos da mente.

O famoso Um Curso em Milagres reconhece isso ao proclamar: “O perdão é a chave para a felicidade.” Perdoar significa livrar-se da negatividade impregnada em relacionamentos, tanto consigo próprio como com os outros. Tal como o não-julgamento, o perdão é uma habilidade que pode ser aprendida. O budismo possui uma meditação específica que torna possível a seus praticantes substituir estados negativos, como a raiva, por amor.

Em Você Pode Curar Sua Vida (Best Seller), Louise Hay observa: “Precisamos escolher nos libertar do passado e perdoar a todos, inclusive a nós mesmos. Talvez não saibamos como perdoar e talvez não queiramos perdoar. Porém, o simples fato de dizermos que estamos dispostos a perdoar dá início ao processo de cura. Para nossa própria cura é imperativo que ‘nós’ nos libertemos do passado e perdoemos a todos.”

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Cura interior: Ausência de Julgamento

Colocar as rédeas no juiz interior é uma das tarefas mais complexas desta vida, mas fundamental do ponto de vista da saúde.

Trata-se de entrar na equanimidade dos budistas: a aceitação das coisas sem rotulá-las como boas ou más.

John Kabat-Zinn, diretor do Programa de Relaxamento e Redução de Stress no Centro Médico da Universidade de Massachusetts (EUA), usa a meditação para ensinar seus pacientes a não julgar.


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Cura interior: Renúncia

Eliminar o apego às posses materiais e abdicar do orgulho faz com que a pessoa se desfaça de um dos principais motivos de stress.

No livro The Observing Self, o médico Arthur Deikman comenta a esse respeito: “A renúncia significa desistir da ligação com as coisas do mundo, uma ligação baseada no desejo de possuí-las.

Um mestre zen declarou: ‘A renúncia não é desistir das coisas deste mundo, é aceitar que elas vão embora.’ O resultado dessa aceitação é a sensação de preenchimento, e não de perda.”

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Cura interior: Fé

A imagem de que a fé move montanhas pode parecer excessiva para muitos, mas estudos científicos já comprovaram que ela colabora muito no restabelecimento da saúde. Esse conhecimento intuitivo de que um poder espiritual superior zela por nós, acionado especialmente pela prece (“seja feita a Tua vontade”, diz o pai-nosso cristão), tem o dom de retirar pesadas cargas de nosso ombro e fortalecer as defesas imunológicas do corpo. O reconhecimento desse poder incentivou, nos hospitais americanos, o surgimento de uma característica antes impensável: médicos rezando com pacientes.

Na década de 90, uma pesquisa conduzida pelo dr. David B. Larson e seus colegas do Instituto Nacional para a Pesquisa dos Serviços de Saúde, citada por Larry Dossey em Rezar É um Santo Remédio (Cultrix), mostrou que 43% dos médicos daquele país já adotavam esse costume.
Um caso modelar que funde a influência da vontade própria, da esperança e da fé sobre a saúde do indivíduo foi relatado por Bernie Siegel em seu Amor, Medicina e Milagres. Trata de um senhor Wright, que padecia de câncer dos gânglios linfáticos. Internado com tumores do tamanho de laranjas no pescoço, nas axilas, na virilha, no peito e no abdômen, ele só podia respirar com a ajuda de aparelhos; um duto retirava diariamente de um a dois litros de líquido de seu tórax. Considerado um paciente terminal, Wright ouviu certo dia que um novo medicamento contra o câncer, chamado Krebiozen, estava em testes, e implorou ao seu médico para poder participar do experimento. O remédio era destinado a pacientes com expectativa de vida de três a seis meses – mais longa do que a de Wright –, mas mesmo assim ele conseguiu que lhe administrassem uma dose, numa sexta-feira.

Na segunda-feira seguinte, o médico de Wright retornou ao hospital e deparou com uma cena surpreendente: seu paciente andava pelos corredores, rindo e conversando com as enfermeiras. Um exame mostrou que os tumores haviam diminuído 50%. Com mais duas semanas de tratamento, Wright não apresentou mais nenhum sinal da doença. Recebeu alta e voltou para casa.
Dois meses depois, começaram a surgir nos jornais e na TV notícias que punham em dúvida a eficiência do Krebiozen. O corpo de Wright, que até então estava bem, voltou a manifestar a presença de tumores. Seu médico, suspeitando que o efeito placebo (placebo é uma substância inócua do ponto de vista do tratamento, como água ou farinha, usada em experiências para comprovar a eficiência de determinado remédio) estava por trás da recuperação e da recaída do paciente, decidiu contar-lhe que as notícias provavelmente se referiam a um pequeno lote do Krebiozen com problemas e que uma nova versão do medicamento, bem mais forte, deveria chegar no dia seguinte ao hospital.

Wright aguardou com muita expectativa e fé renovada sua hora de tomar o remédio. O médico preparou a ocasião como se fosse um grande momento para a medicina, mas a injeção que aplicou continha apenas água destilada. O resultado foi ainda mais surpreendente do que da primeira vez: os tumores desapareceram em poucos dias e o paciente recebeu alta logo depois.

Dois meses mais tarde, a Associação Médica Americana divulgou seu veredicto final sobre o Krebiozen: o remédio era inútil no tratamento do câncer. Wright voltou a manifestar sintomas da doença e morreu dois dias depois no hospital.

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Cura interior: Esperança

“Em face da incerteza, não há nada errado com a esperança”, proclama Bernie Siegel, oncologista e escritor americano autor de Amor, Medicina e Milagres (Summus Editorial), hoje internacionalmente conhecido pelo trabalho que desenvolve com pacientes de cancro que buscam curar-se sozinhos.

No âmbito da saúde, a esperança é uma atitude de expectativa positiva, capaz de aumentar a vontade de viver; sua actuação incentiva o funcionamento do sistema imunológico a pontos frequentemente inesperados pela ciência médica, e também é contagiosa – exemplos de sucessos na área servem para motivar outras pessoas.

Uma das técnicas que Siegel emprega para instilar a esperança em seus pacientes é mostrar-lhes históricos de casos de pessoas que passaram por situações semelhantes e conseguiram a recuperação.

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Cura interior: vontade própria

Esta é uma verdade clássica nos tratamentos de autocura: nenhum deles funcionará a contento se o paciente estiver em dúvida sobre a sua eficiência. Ele deve ter a mente mobilizada e motivada no sentido da cura. Essa característica tem relação íntima com os dois mandamentos seguintes: esperança e fé.

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Cura interior: riso

O poder curativo do riso e da alegria foi levado às telas de todo o mundo na década de 90 no filme Patch Adams, estrelado por Robin Williams e baseado num personagem real. Mas ele já havia atraído a atenção da ciência bem antes, principalmente com um livro do jornalista Norman Cousins intitulado The Anatomy of an Illness as Perceived by the Patient (“Anatomia de uma Doença Percebida Pelo Paciente”). Nessa obra, Cousins conta como conseguiu reverter em si próprio o avanço de uma doença degenerativa, a espondilite anquilosante, com o uso intensivo de vitamina C e de uma “terapia do riso” composta por filmes dos irmãos Marx, livros de humor e outros itens do gênero. A partir daí, os estudos sobre o tema passaram a ser mais rotineiros e, em conseqüência, numerosos hospitais americanos instituíram “salas de riso” em suas dependências, cuja programação é obrigatoriamente preenchida com comédias. O trabalho de grupos como os Doutores da Alegria tem origem aí.
Em seu livro, Cousins observa: “A doença não é um assunto ligado ao riso. Talvez devesse ser. O riso é uma forma de exercício físico interno. Ele movimenta seus órgãos internos. Ele intensifica a respiração. Dá a partida para uma grande expectativa.”

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Cura interior: compaixão

Outra variante do primeiro "mandamento" (amor): o estado de compaixão, no qual nos dedicamos ao bem-estar do próximo, tem efeitos extremamente positivos na saúde. O psiquiatra americano Jerry Jampolsky, que organiza grupos de apoio nos quais convivem crianças de várias idades seriamente doentes ou deficientes, comenta: “Enquanto nos concentramos em ajudar outras pessoas e nos desligamos de nossos próprios problemas e do nosso corpo, os medos parecem se dissolver e a paz de espírito toma o seu lugar. Os visitantes de nosso grupo constantemente nos contam como ficaram impressionados com os sentimentos de respeito mútuo, alegria, serenidade e amor que todos experimentamos. As palavras não conseguem expressar adequadamente essa experiência e seu valor para quem participa dela.”

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Cura interior: amizade

Uma variante do item anterior (amor): encarar os outros como uma extensão positiva da própria família reforça o funcionamento do sistema imunológico. Um grande estudo sobre a solidão revelou que as pessoas com menos laços íntimos de relacionamento apresentavam maiores probabilidades de morrer prematuramente. Outra pesquisa, sobre Roseto – uma pequena cidade de mineradores na Pensilvânia (EUA) –, mostrou que o número baixíssimo de mortes por doenças coronarianas não se justificava por hábitos de saúde exemplares: como na maioria dos outros aglomerados urbanos, as pessoas fumavam, comiam muito e faziam poucos exercícios físicos. O diferencial, segundo os estudiosos, estava no altíssimo senso de comunidade dos moradores: todos se envolviam com os outros, sempre dispostos a ajudar. Aqueles que se mudavam de Roseto passavam a apresentar os mesmos índices de doenças coronarianas encontrados nas outras cidades.

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Cura interior: amor

A essência desta recomendação já podia ser encontrada em uma frase de Jesus: “Ame ao próximo como a si mesmo.” Qualquer um de nós já pôde testemunhar os efeitos salutares de uma refeição preparada com carinho, de um abraço ou beijo amoroso. As modernas pesquisas no campo da imunologia têm demonstrado que, enquanto os sentimentos negativos minam o sistema imunológico, os positivos têm o dom de aumentar sua eficiência. Num famoso estudo da Universidade Harvard, estudantes que assistiram a um filme sobre a vida de madre Teresa de Calcutá repleto de imagens positivas relativas ao seu trabalho de caridade aperfeiçoaram a atuação imunológica logo depois da exibição da fita, ampliando sua capacidade de afastar as doenças. Em outra pesquisa, homens cujas esposas haviam falecido pouco antes de câncer de mama revelaram uma grande redução na atividade dos linfócitos nos seis meses seguintes ao da morte da companheira, com um conseqüente aumento na suscetibilidade às doenças.

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Catecismo positivo: os "10 mandamentos"

Introdução ao catecismo positivo ("religião aplicada", "filosofia aplicada"):

Bertrand Russel dizia que a filosofia é "qualquer coisa situada entre a teologia e a ciência. Uma terra de ninguém exposta aos ataques vindos de ambos os lados".

Os 10 mandamentos do "catecismo positivo" conciliam finalmente teologia e ciência:

Os avanços da medicina, os cuidados mais refinados com a forma física e a alimentação têm contribuído para o crescimento da expectativa de vida no mundo.
Contudo, continuam não explicando por que certas pessoas vivem tanto, apesar de terem em princípio um perfil orgânico não recomendável ou não disporem de atendimento médico de Primeiro Mundo, enquanto outras morrem relativamente cedo, depois de anos e anos de dieta, actividade física e consumo de remédios e suplementos recomendados por insuspeitos especialistas.
A resposta para o mistério pode estar no todo ou em parte de dez atitudes interiores de cura (10 mandamentos positivos) cuja influência os cientistas começaram a investigar no fim do século passado. Conheça-as a seguir e avalie qual é a sua condição diante delas.

1º Mandamento: amor.
2º Mandamento: amizade.
3º Mandamento: compaixão.
4º Mandamento: riso.
5º Mandamento: vontade própria.
6º Mandamento: esperança.
7º Mandamento: .
8º Mandamento: renúncia.
9º Mandamento: ausência de julgamento.
10º Mandamento: perdão.

Fonte: http://istoe.terra.com.br/planetadinamica/site/reportagem.asp?id=120

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O sentir próprio de cada coisa

"As infinitas maravilhas do Universo são a nós reveladas
na medida exacta em que nos tornamos capazes de percebê-las.
A agudeza da nossa visão não depende do quanto podemos ver,
mas do quanto sentimos."
Helen Keller

A alegria

Faça as coisas que ama e lhe trazem alegria.

Se não sabe o que lhe traz alegria, faça a pergunta:"O que me traz alegria?"

E, ao descobri-la e comprometer-se com ela, a lei da atracção vai dar-lhe uma avalanche de coisas, pessoas, circunstâncias, acontecimentos e oportunidades alegres na sua vida, tudo porque está a irradiar alegria.
Jack Canfield

Assim, a felicidade interior é na verdade o combustível do sucesso.
Dr.John Hagelin

pensamento do dia




A vida é uma obra de arte.
E cada um nasce para ser artista.
Al Stevens


autoconhecimento


Não queiras conhecer tudo,deixa um espaço livre para te conhecer.

atitude positiva


Uma forma eficaz de recompensar uma atitude positiva é elogiá-la. Nada melhor que o reconhecimento e aceitação dela para continuarmos a fazer mais e melhor. È esta a força e forma de estar da nossa professora Ana Paula!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Querer, sem limites

"Não imponha limites a si mesmo. Muitas pessoas se limitam naquilo que elas pensam que conseguem. Você pode ir tão longe quanto sua mente deixar.O que você acredita, você pode realizar!" (Mary Kay Ash)

pensamento do dia


Só o impossível é digno de ser sonhado.

O possível deixa-se colher no solo fácil de cada dia.


Abgar Renault

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

A gratidão

Tudo aquilo que pensamos e agradecemos recebemos de volta.
DR. JOHN DEMARTINI
Do livro "O Segredo"

A felicidade

"Siga a sua felicidade e o Universo abrirá para si portas onde antes existiam apenas paredes."
Joseph Campbell
Do livro "O Segredo"

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Conhecimento




O conhecimento torna a alma jovem e diminui a amargura da velhice. Colhe pois, a sabedoria. Armazena suavidade para o amanhã.

Pensamento: Oração da noite



Levanta o rosto e recebe do mundo essa aragem.

Cruza nesse instante a RIQUEZA dos dias e sê o pássaro, a árvore, a monção, ou os ventos.
Sê esse todo e pergunta. Pergunta sempre que universo virá e, da tua vontade, que parte será a tua e da tua tão natural imortalidade.


Caderno de Orações de Pompeu Miguel Martins

A gratidão


A gratidão é a forma absoluta de trazer mais coisas para a sua vida.

"A prática diária da gratidão é um dos caminhos que lhe trará saúde."

domingo, 7 de dezembro de 2008

A vida



A vida encolhe ou expande-se em proporção com a própria coragem.

Anais Nin

Força do querer



"Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força da sua alma,todo o Universo conspira a seu favor."

(Goethe)

"Acredite em si, depois saberá como viver."

sábado, 6 de dezembro de 2008

A vida é bela

Aprecie a vida, porque a vida é fenomenal!É uma viagem magnífica.

O sol brilhará

"Não se assuste com a escuridão da noite; pela manhã o sol brilhará novamente."

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A força da mente

Se consegue ver uma coisa na mente,conseguirá tê-la na palma da mão.


Se consegue pensar naquilo que quer, e fazer com que esse seja o seu pensamento dominante , vai mesmo conseguir tê-lo na sua vida.

BOB PROCTOR

Do livro "O SEGREDO"

Nascemos para voar!


...Nascemos para voar e temos a obrigação de levantar voo sempre.

Isso digo eu, que caí e despedacei-me muitas vezes...

E, não obstante, insisto.

Quando você sentir que vem abaixo, que vai vertiginosamente entre fragmentos e ossos, entre prantos de areia e aguaceiros de vidro, bata as asas algumas vezes.

E para cima.


Jesús Quintero

Seja alegre



"Um espírito alegre é como a Primavera: faz desabrochar as flores da natureza humana." (Jean Paul)

É preciso chegar ao cimo!


É preciso chegar ao cimo,

chegar à luz,

dar um sentido a cada passo,

glorificar a singeleza de cada coisa,

anunciar cada dia com um hino.
Se levanto a cabeça,
Contemplo a Lua.
Ao baixá-la_
Sonho com a terra natal.
LI BAI
"Pensamentos Nocturnos",séc.8

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

"Se você sente falta de algo, se é um alvo de pobreza ou doenças, a razão é você não acreditar ou não perceber o poder que tem. Não é uma questão do dom universal que lhe está reservado a si. O Universo oferece tudo a toda gente-não há parcialidade".
Robert Coller

"Pense verdadeiramente, e os seus pensamentos serão o alimento para a fome no mundo".
Horatio Bonar (1808-1889)

domingo, 30 de novembro de 2008

A minha ferramenta de autoconhecimento: o eneagrama


O Eneagrama (do grego Ennea = nove e grammos = figura ou desenho) é um antigo sistema de sabedoria, criado há cerca de 2500 anos (autores situam sua origem entre 3.500 e 2.000 anos atrás), provavelmente no Egito. Seu conhecimento foi mantido sigiloso durante muitos séculos.


Este sistema descreve a queda e a ascensão possível da consciência humana, segundo nove padrões. Mais especificamente, descreve como, segundo nove padrões, a perda de Virtudes humanas gera paixões ou vícios emocionais; como a perda de Idéias Superiores cria fixações mentais; e como a perda do Instinto Puro leva à construção de estratégias instintivas de sobrevivência em três âmbitos: auto-preservação, social e sexual (chamados de subtipos ou variantes instintivas, conforme o autor).


De acordo com o eneagrama, todos nós temos um pouco de cada uma delas, de acordo com a situação. Cada pessoa, assim, pode possuir traços dos nove pontos do Eneagrama, mas possui apenas um Tipo, que não muda. Existe, entretanto, evolução dentro de cada Tipo, em seus diferentes níveis de desenvolvimento e consciência.


Muitas pessoas que conhecem o Eneagrama concluem que ele é um sistema altamente profundo e preciso na descrição de comportamentos humanos. Mais do que uma tipologia, o Eneagrama é um mapa que mostra caminhos possíveis da evolução de nossa consciência, ou seja, da superação da paixão e da fixação de nosso tipo no Eneagrama.


Com o tempo, o Eneagrama vem se tornando mais conhecido por muitas pessoas e aplicado com sucesso por pessoas, grupos e importantes organizações. Quando bem aplicado, este sistema promove aceitação própria e aceitação mútua e orienta pessoas em seus caminhos de desenvolvimento pessoal, profissional e espiritual.
Existem inúmeros testes de Eneagrama formulados por diferentes autores, os quais traçam uma hipótese inicial do tipo. A maior parte das "escolas" de Eneagrama entendem que a identificação do tipo deve ser feita pela própria pessoa, a partir de exercícios de auto-observação.


O eneagrama foi uma idéia originalmente trazida por G.I.Gurdjieff para o Ocidente (principalmente França e Alemanha), após 20 anos de peregrinação pelo Oriente. Mais que trazer uma visão dos tipos humanos representa um esquema para a compreensão de todos os fenômenos envolvendo a humanidade.


Fonte: Wikipedia

A vida não precisa de ser uma cruz: Sísifo não!

Imagine a vida como um rio que corre de forma muita rápida.

Quando a sua atitude perante a vida é repleta de preocupações, medos, ansiedade, parece que está a ir contra a corrente do rio. É dificil e parece uma luta.

Quando a sua atitude perante a vida é de entrega, sente-se como se fosse com a corrente do rio. É algo que ocorre sem esforço. Esse é o sentimento que todos devemos procurar: o de estar na corrente da vida, do Universo; ser uno com Deus.
A vida não precisa de ser uma cruz. Eu não quero ser como Sísifo.


"Os mitos são feitos para que a imaginação os anime. Neste, vê-se simplesmente todo o esforço de um corpo tenso, que se esforça por erguer a pedra, rolá-la e ajudá-la a levar a cabo uma subida cem vezes recomeçada; vê-se o corpo crispado, a face colada à pedra, o socorro de um ombro que recebe o choque dessa massa coberta de barro, de um pé que a escora, os braços que de novo empurram, a segurança bem humana de duas mãos cheias de terra. No termo desso longo esforço, medido pelo espaço sem céu e pelo tempo sem profundidade, a finalidade está atingida. Sísifo vê então a pedra resvalar em poucos instantes para esse mundo inferior de onde será preciso trazê-la de novo para os cimos. E desce outra vez à planície." Albert Camus, Mito de Sísifo (imagem: Ticiano, Sec XVI).

É tempo de renovar!


Agora é tempo de renovar.

de novas esperanças,

É possível ir em direcção à luz.

É possível ir em direcção a uma nova Primavera

cheia de luz, de novos horizontes.

Levante-se e eleve-se!


Phil Bosmans

Autoconhecimento é vital para o desenvolvimento da carreira profissional

Cerca de um quinto dos portugueses (18%) queria mudar de emprego em 2007.
A conclusão é de um estudo da AC Nielsen, que inquiriu mais de 22 mil consumidores sobre as suas resoluções para o ano que agora se inicia. A vontade não é nova, mas, como em qualquer mudança, trocar de emprego tem um risco inerente. Assim, o que devem estas pessoas fazer para mudar sem prejudicar a sua carreira profissional?

Segundo Ana Loya, administradora da Ray & Berndtson, empresa de executive search, o primeiro passo é "identificar aquilo com que está insatisfeito no emprego actual". Em declarações ao DN, esta responsável explica que é necessário definir "os pontos positivos e negativos do emprego, de forma a definir as razões que o fazem ter vontade de sair da empresa, de forma a que não volte a repetir o mesmo erro no novo trabalho".

Tiago Forjaz, partner da Jason Associates, consultora de recursos humanos, concorda que é importante encontrar as razões pelas quais as pessoas estão descontentes no trabalho. Mas, para este responsável, a fase mais importante do processo de mudança é o autoconhecimento. "As pessoas devem conhecer as suas próprias competências de forma a poderem escolher melhor para onde querem mudar", diz.

Ser um agente activo da mudança é algo fundamental, identifica Ana Loya. "Deve identificar as empresas para onde quer mudar, estar atento às oportunidades no mercado e, se necessário, ser mais pró-activo e enviar o currículo para algumas empresas", refere.

No entanto, existe um factor contra a mudança - é que apesar de as pessoas estarem insatisfeitas com o seu trabalho são poucas as que efectivamente tentam mudar.

Fonte: Diário de Noticias (2007/01/04)

sábado, 29 de novembro de 2008

A força do pensamento e da oração

Sabias que:
“A qualidade do teu pensamento determina a qualidade da tua vida”?

E como posso eu avaliar a qualidade dos meus pensamentos, perguntas tu e bem.

“Os sentimentos são o mecanismo de ‘feedback’ dos teus pensamento”: se estás a sentir-te bem (mal) é porque estás a criar um futuro que (não) está alinhado com os teus desejos. Se estás preocupado ou com medo então estás a atrair mais preocupações ao longo do dia, ao longo da vida.

Por outro lado, "O amor é o sentimento que dá vitalidade ao pensamento. Um pensamento impregnado de amor torna-se invencível”. Para concretizares todos os teus sonhos (de riqueza interior e exterior) e seres uno com o Universo "a tua paixão na vida tem de melhorar ou servir as vidas das outras pessoas". Já tinha ouvido estes ensinamentos vezes sem conta mas só recentemente se fez luz no meu espírito:

“Tudo quanto pedirdes com fé na oração haveis de recebê-lo”, Mateus 21, 22.“Por isso vos digo: tudo quanto pedirdes na oração crede que já o recebeste e haveis de obtê-lo”, Marcos 11, 22.

Aqui partilho convosco as minhas orações:
-> ao acordar, com os meus filhos (oração da alegria): “Bom dia Deus, Bom dia Vida. Hoje o dia vai-me correr muito bem, vou estar muito alegre, com muita saúde, e muito amor para dar e receber. Vou aprender, brincar e rir até fartar. Eu sou invencível por que Deus está em mim”.
-> ao deitar (oração da fé): “Obrigada por tudo: A vida é fácil. A vida é boa. Todas as coisas boas vêm a mim. Este é um Universo Magnífico. Deus é Pai. O Universo só me trás coisas boas. Deus apoia-me em tudo o que faço. Faz com que o Universo responda a todas as minhas necessidades".

O meu desejo de Natal para todos: "Acarinha a vida e vê o divino em todos os aspectos da tua existência!"
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ARQUIVO DE MENSAGENS (CRIARIQUEZA)
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